Delegado NEGRO, e destaque na polícia carioca, pode ser vítima de racismo.

Delegado classifica investigação como ‘racista’ e nega acusações

POR MARIA INEZ MAGALHÃES

Rio – O delegado Carlos Oliveira, que nesse momento passa pela sabatina dos deputados da CPI das Armas da Alerj, disse que iria depor no dia que foi preso numa ação civil pública movida pelo Ministério Pública para investigar a ineficiência da Polícia Federal no tráfico de armas no estado. “Ia depor à tarde e fui preso de manhã”, revelou ele. Foi a Polícia Federal que prendeu Oliveira durante a operação Guilhotina.

Pouco antes, durante sua esplanação sobre o tráfico de armas, ele criticou a atuação da atual gestão da Polícia Federal. “Fizemos trabalhos em conjunto com a Polícia Federal na gestão anterior e foram ações exitosas. Mas na atual não vi nada. Tanto que o tráfico de armas está com volume muito grande. Agora que teve um baque com o Alemão (referindo-se à tomada do complexo em novembro pelo estado). O Comando Vermelho estava trazendo muitas armas. Não vi nenhum trabalho de apreensão de contrabando e nem em conjunto da Polícia Federal nessa gestão”, disse OIliveira.

O delegado se defendeu dizendo-se inocente. “. Me arrumaram um X-9 que ninguém sabe quem é. É um viciado paranóico. Essa é uma investigação racista e direcionada porque não tenho ligações políticas, sou um homem pobre”, alegou.

Escolta policial

Carlos Oliveira chegou escoltado por agentes de operaçõs especiais penitenciários que permanecem na sala enquanto ele depõe e três advogados. O depoimento de Oliveira foi marcado para esta tarde a pedido de seus advogados que quiseram antecipar a participação do delegado na comissão. Foi dado a ele o direito de falar reservadamente sem a presença da imprensa, mas Oliveira disse que não tem nada para falar em particular.

“Não tenho nada para falar reservado. Quiseram me humilhar mas não estou humilhado. Se você não é safado não tem como colar o carimbo de pilantra”, disse ele.

“Você não pode dormir uma pessoa respeitada por todos e acordar bandido”, disse ele atribuindo a citação ao ex-chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski também investigado na operação Guilhotina por vazamento de informação.

Mais cedo, Oliveira exibiu em datashow com um material sobre tráfico de armas no Rio. “Minha família e amigos de estão sofrendo. É a primeira vez em 45 dias de cárcere que estou podendo me expressar. Levei 17 dias para saber do que eu estou sendo acusado. É uma situação surreal que eu nunca pensei que fosse viver isso. Estou encarando isso como uma grande batalha e vou vencê-la. Em todos esses anos da minha vida e só me didiquei à causa da segurança pública, aos meus afazeres. Estou tendo de botar algumas coisas no lugar. Quem me conhece nunca perdeu a confiança em mim”, disse Oliveira.

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Sobre REGINALDO GERMANO

Reginaldo da Silva Germano, nascido em 21 de Setembro de 1954, na Cidade do Rio de Janeiro, no Bairro de Acari, Casado pai de quatro filhos, Avô de seis netos, com formação superior incompleta, Radialista, Ex-Deputado Federal por dois mandatos, Pastor Evangélico, Fundador e Presidente da Igreja do Evangelho e do Amor de DEUS, situada na Rua Tonico de Pina, 440, Cidade de Anápolis, Estado de Goiás, Brasil.
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Uma resposta para Delegado NEGRO, e destaque na polícia carioca, pode ser vítima de racismo.

  1. Sem conhecer o teor dos depoimentos e das acusações fica difícil acreditar na polícia, e principalmente se por trás de tudo isso não existe interesse político de algum grupo. O delegado ser negro, delegado de polícia, e ainda por cima ser sub-chefe de polícia na capital do estado, incomoda muita gente. Pensem se alguém já estava incomodado com a possibilidade do delegado chegar a chefia de polícia, então a sociedade carioca deve ficar vigilante nesse caso, pois mesmo fazendo curso superior e demonstrando capacidade, dificilmente o negro será aceito nessa sociedade suja. Um dos últimos inteligente nessa mesma área, foi o Coronel Carlos Magno de Nazaré Cerqueira, assassinado por questões que até hoje não foram reveladas.

    Nós vamos acompanhar o desenrolar dessa situação mas não de boca fechada, pois eu acho bastante difícil que o delegado fizesse tudo aquilo e a chefia de polícia não tivesse conhecimento. Afinal cade o serviço de inteligência que todo gestor de segurança que se preza tem, se para investigar criminoso, monitorar através escuta telefônica, filmagens e outras formas de investigação, então como é que o delegado poderia fazer tudo isso sem o conhecimento de alguém.

    Vamos esperar os acontecimentos prontos para intervir em caso de injustiça e racismo, os deputados de todas as raças, e principalmente os negros devem acompanhar esse inquérito bem de perto.

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